Tendencia crescente da mortalidade proporcional pelas doenças cerebrovasculares nas capitais brasileiras de 1950 a 1988

Increasing trend of relative mortality from cerebrovascular diseases in Brazilian state capitals 1950-1988

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Lessa, I. (1995). Tendencia crescente da mortalidade proporcional pelas doenças cerebrovasculares nas capitais brasileiras de 1950 a 1988 [Journal articles]. https://iris.paho.org/handle/10665.2/15557
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1995
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Este estudo tem como objetivo descrever a tendencia da mortalidade proporcional por doenças cerebrovasculares (DCV) nas capitais brasileiras de 1950 a 1988. Os dados foram obtidos das estatísticas oficiais de mortalidade e classificados, de acordo com a etiologia, em óbitos por todas as causas, óbitos ocasionados por DCV, e óbitos ocasionados por sinais, sintomas e afecçoes mal definidas. Para o período compreendido entre 1950 e 1975 os óbitos foram computados por local de ocorrencia; para o período de 1977 a 1988, por local de residencia. Para os cálculos das mortalidades proporcionais por DCV, foram excluídos os óbitos classificados como mal definidos. Para os anos de 1950, 1955 e 1960, as mortalidades proporcionais utilizadas sao punctuais. Para o restante da série foram calculadas mortalidades proporcionais médias de, geralmente, cada cinco anos. Uma ascençao das mortalidades proporcionais pode ser observada para todo o período estudado, em todas as capitais brasileiras. O agrupamento por regioes geográficas mostrou mortalidades proporcionais maiores na regiao sul e sudeste desde o início da série. Entretanto, as razoes médias de tendéncia, ou seja, as razoes médias entre o primeiro e último período, evidenciaram maior crescimento nas regioes menos desenvolvidas tais como norte, nordeste e centro-oeste. Em 12 de 22 capitais (54,5 por cento) a mortalidade proporcional por DCV mostrou-se acima de 10 por cento na faixa etária de 20 a 59 anos, sendo excepcionalmente alta a partir dos 60 anos no norte e nordeste, destacando-se a cidade de Sao Luiz, no estado do Maranhao. Sugere-se neste trabalho que as políticas de saúde devem enfatizar estratégias visando a prevençao dos factores de risco passíveis de modificaçao do estilo de vida a nível de populaçao, propiciando a efetivaçao da prática dos programas de detecçao e controle da hipertensao arterial e do diabetes mellitus
Publica-se este artigo no Bull. PAHO. Vol. 29(3):216-25, 1995
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