Hipertensão e COVID-19. Informe científico. 17 de junho de 2021
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Hipertensão e COVID-19. Informe científico. 17 de junho de 2021. (2021). [Technical reports]. OPAS. https://iris.paho.org/handle/10665.2/54798
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Português; 6 páginas
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2021
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OPAS-W/BRA/PHE/COVID-19/21-0071
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Doenças crônicas não transmissíveis já foram identificadas como fatores de risco para infeção pelo SARS CoV-2 e como fatores prognósticos de quadro grave de COVID-19, além de outros desfechos desfavoráveis (por ex., internação em unidades de cuidados intensivos ou mortalidade). A hipertensão é uma doença não transmissível que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Ainda não se sabe se a hipertensão arterial aumenta o risco de infeção pelo SARS CoV-2 ou o risco de quadro grave de COVID-19. Como base para este informe científico, uma rápida revisão sistemática foi encomendada para examinar se a hipertensão aumenta o risco de infecção pelo SARS CoV-2 e o risco de quadro grave de COVID-19. Este informe resume o papel da hipertensão como fator de risco e prognóstico na COVID-19, identificando, ao mesmo tempo, lacunas de pesquisa e conhecimento.
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Documento original OMS: WHO/2019-nCoV/Sci_Brief/Hypertension/2021.1
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Item Tabagismo e a doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19). Resumo científico. 30 de junho de 2020(OPAS, 2020)[Introdução]. Os danos do uso do tabaco são bem conhecidos. O tabaco causa 8 milhões de mortes todos os anos por doenças cardiovasculares, doenças pulmonares, câncer, diabetes e hipertensão. O tabagismo também é um fator de risco conhecido para doenças graves e morte por várias infecções respiratórias. Na pandemia da COVID-19, surgiram perguntas sobre os desfechos clínicos dos fumantes, se eles são igualmente suscetíveis à infecção, e se a nicotina tem algum efeito biológico sobre o vírus SARS-CoV-2 (o vírus que causa a COVID-19). Até o momento da criação deste texto, foi anunciado um estudo clínico para testar os efeitos da nicotina, mas nenhum registro de estudo foi encontrado a partir de 12 de maio de 2020. Portanto, esta revisão avalia a literatura revisada por pares disponível sobre a associação entre tabagismo e COVID-19, incluindo 1) risco de infecção por SARS-CoV-2; 2) internação com COVID-19; e 3) gravidade dos desfechos da COVID-19 entre pacientes hospitalizados, com internação em unidades de terapia intensiva (UTI), uso de ventiladores e óbito.Item Síndrome inflamatória multissistêmica em crianças e adolescentes com a doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19). Resumo científico, 15 de maio de 2020(OPAS, 2020)Introdução: Até 15 de maio de 2020, mais de 4 milhões de casos confirmados da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19), incluindo mais de 285.000 mortes, foram relatados à OMS. O risco de doença grave e morte tem sido maior em idosos e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como hipertensão, cardiopatia, doença pulmonar crônica e câncer. Dados limitados descrevem manifestações clínicas da COVID-19 geralmente mais leves em crianças do que em adultos, mas também mostram que algumas crianças requerem hospitalização e cuidados intensivos. Foram relatados relativamente poucos casos de bebês com COVID-19 confirmado; aqueles infectados tiveram doença leve. Ainda faltam evidências robustas associando doenças preexistentes e gravidade da infecção em crianças. Em 345 crianças com confirmação laboratorial de COVID-19 e informações completas sobre doenças preexistentes, 23% apresentavam doença de base, e as relatadas com maior frequência foram doença pulmonar crônica (incluindo asma), doença cardiovascular e munossupressão. Porém, relatos recentes da Europa e da América do Norte descreveram grupos (clusters) de crianças e adolescentes que necessitaram de internação em unidades de terapia intensiva com uma condição inflamatória multissistêmica, com algumas características semelhantes às da doença de Kawasaki e da síndrome do choque tóxico. Relatos de casos e pequenas séries descreveram uma apresentação de doença aguda, acompanhada de uma síndrome hiperinflamatória, levando à falência múltipla de órgãos e choque. As hipóteses iniciais são de que essa síndrome possa estar relacionada à COVID-19, com base nos testes laboratoriais iniciais. As crianças foram tratadas com anti-inflamatórios, incluindo imunoglobulina parenteral e corticoides. É fundamental caracterizar essa síndrome e seus fatores de risco para entender a causalidade e descrever as intervenções terapêuticas. Ainda não está claro o espectro total da doença, e se a distribuição geográfica na Europa e na América do Norte reflete um padrão verdadeiro, ou se a doença simplesmente não foi reconhecida em outros lugares.Item Custos atribuíveis a obesidade, hipertensão e diabetes no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2018(2020)[RESUMO]. Objetivo. Estimar os custos atribuíveis a hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil em 2018. Métodos. Realizou-se uma estimativa dos custos atribuíveis a doenças crônicas não transmissíveis a partir dos riscos relativos e das prevalências populacionais de hipertensão, diabetes e obesidade, considerando custos de hospitalizações, procedimentos ambulatoriais e medicamentos distribuídos pelo SUS para tratamento dessas doenças. As informações de custo foram obtidas nos sistemas de informação em saúde disponíveis no SUS. A análise explorou os custos das doenças segundo sexo e idade na população adulta. Resultados. Os custos totais de hipertensão, diabetes e obesidade no SUS alcançaram 3,45 bilhões de reais (R$) (IC95%: 3,15 a 3,75) em 2018, ou seja, mais de 890 milhões de dólares (US$). Desses custos, 59% foram referentes ao tratamento da hipertensão, 30% ao do diabetes e 11% ao da obesidade. No total, 72% dos custos foram com indivíduos de 30 a 69 anos de idade e 56%, com mulheres. Considerando separadamente a obesidade como fator de risco para hipertensão e diabetes, os custos atribuíveis a essa doença chegaram a R$ 1,42 bilhão (IC95%: 0,98 a 1,87), ou seja, 41% dos custos totais. Conclusões. As estimativas dos custos atribuíveis às principais doenças crônicas associadas à alimentação inadequada evidenciam a grande carga econômica dessas doenças para o SUS. 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En este informe se pone de relieve una iniciativa importante de este tipo, el programa HEARTS en las Américas de la Organización Panamericana de la Salud, basado en el paquete técnico HEARTS para el manejo de las enfermedades cardiovasculares en la atención primaria de salud. El programa HEARTS tiene como objetivo mejorar la implementación de la atención pre- ventiva de las enfermedades cardiovasculares en los sistemas de atención primaria de salud mediante seis componentes pragmáticos basados en la evidencia: Hábitos y estilos de vida saludables: asesoramiento para los pacientes; Evidencia: protocolos basados en la evidencia; Acceso a medicamentos y tecnologías esenciales; Riesgo cardiovascular: manejo de las enfermedades cardiovasculares basado en el riesgo; Tra- bajo en equipos; y Sistemas de monitoreo. Hasta la fecha, los proyectos de implementación de HEARTS se han centrado principalmente en la hipertensión, dado que es el principal factor de riesgo modificable de las enfermedades cardiovasculares y puede tratarse de una manera costo-eficaz. El objetivo de este informe es describir las oportunidades para la integración de la política y la atención clínica en el marco HEARTS para la hipertensión. Se podría evitar una significativa carga mundial de enfermedad con un manejo integrado de la atención primaria de estos problemas de salud. Por lo tanto, existe una urgencia en la aplicación de las enseñanzas de HEARTS para salvar estas brechas en la implementación y mejorar la detección, el tratamiento y el control integrados de la diabetes y la hipertensión.Item Integrating hypertension and diabetes management in primary health care settings: HEARTS as a tool(2022)[ABSTRACT]. Hypertension and diabetes are modifiable cardiovascular disease (CVD) risk factors that contribute to nearly one-third of all deaths in the Americas Region each year (2.3 million deaths). Despite advances in the detec- tion and clinical management of hypertension and diabetes, there are substantial gaps in their implementation globally and in the Region. The considerable overlap in risk factors, prognosis, and treatment of hyperten- sion and diabetes creates a unique opportunity for a unified implementation model for management at the population level. This report highlights one such high-profile effort, the Pan American Health Organization’s “HEARTS in the Americas” program, based on the World Health Organization’s HEARTS Technical Package for Cardiovascular Disease Management in Primary Health Care. The HEARTS program aims to improve the implementation of preventive CVD care in primary health systems using six evidence-based, pragmatic components: Healthy-lifestyle counseling, Evidence-based protocols, Access to essential medicines and technology, Risk-based CVD management, Team-based care, and Systems for monitoring. To date, HEARTS implementation projects have focused primarily on hypertension given that it is the leading modifiable CVD risk factor and can be treated cost-effectively. The objective of this report is to describe opportunities for inte- gration of diabetes clinical care and policy within the HEARTS hypertension framework. A substantial global burden of disease could be averted with integrated primary care management of these conditions. Thus, there is an urgency in applying lessons from HEARTS to close these implementation gaps and improve the integrated detection, treatment, and control of diabetes and hypertension.
