Recomendações técnicas para a configuração de uma área de triagem de pacientes com sintomas respiratórios. Documento preliminar 2.3 (5 de abril de 2020)
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Recomendações técnicas para a configuração de uma área de triagem de pacientes com sintomas respiratórios. Documento preliminar 2.3 (5 de abril de 2020). (2020). [Procedures, manuals, guidelines]. OPAS. https://iris.paho.org/handle/10665.2/52061
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Português; 12 páginas
Date
2020
Document Number
OPAS/BRA/Covid-19/20-049
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Descrição: A área de triagem possibilita uma avaliação clínica rápida dos pacientes com sintomas respiratórios, para detectar casos que preencham os critérios para internação ou encaminhamento para outro nível de atenção. Principais características: A área de triagem de pacientes com sintomas respiratórios fica localizada em uma unidade de saúde, ou próxima a uma unidade de saúde, e seu objetivo é garantir: (i) a identificação precoce de pacientes com sinais e sintomas de doença respiratória aguda grave; (ii) o isolamento da possível fonte, com a implantação de medidas de controle e prevenção de infecções; e (iii) redução do risco de transmissão hospitalar do agente infeccioso. A área de triagem pode ser instalada em estruturas móveis (tendas, contêineres) ou em estruturas dentro da unidade de saúde designadas e reorganizadas para este fim. As equipes de saúde de emergência podem utilizar as áreas de triagem em colaboração com as unidades de saúde. Essa área de triagem deve funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, e deve ter capacidade de expansão suficiente para atender a demanda por seus serviços. Considerações especiais: A triagem de pacientes com sintomas respiratórios é organizada de acordo com as necessidades e o contexto da unidade de saúde, considerando as ações necessárias para prevenir a transmissão da doença entre pacientes, familiares e profissio- nais da saúde. Um sistema de encaminhamento deve ser implantado para garantir que os pacientes sejam imediatamente encaminhados ao destino apropriado (internação hospitalar, tratamento ambulatorial, transferência ou domicílio), minimizando o risco de transmissão.
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Item COVID-19: Orientação operacional para a manutenção de serviços essenciais de saúde durante um surto. Orientação provisória, 25 de março de 2020(OPAS, 2020)Introdução e visão geral: Os sistemas de saúde estão enfrentando um rápido aumento na demanda gerada pelo surto da COVID-19. Quando os sistemas de saúde ficam sobrecarregados, há um aumento drástico na mortalidade direta causada por um surto e também na mortalidade indireta por doenças imunopreveníveis e por aquelas doenças que possuem tratamento. Análises do surto de ebola em 2014-2015 sugerem que o aumento no número de óbitos causados por sarampo, malária, HIV/AIDS e tuberculose atribuíveis a falhas no sistema de saúde ultrapassou o número de óbitos causados pelo ebola. A capacidade de um sistema de manter a prestação de serviços essenciais de saúde dependerá de sua capacidade inicial e da carga da doença e do contexto de transmissão do vírus COVID-19 (classificado como nenhum caso, transmissão esporádica, em clusters ou comunitária). Manter a confiança da população na capacidade do sistema de saúde de atender, com segurança, as necessidades essenciais e de controlar o risco de infecção nas unidades de saúde é fundamental para garantir que as pessoas continuem a buscar atendimento quando necessário e que sigam as orientações de saúde pública. Um sistema de saúde bem organizado e preparado tem a capacidade de manter acesso equitativo à prestação de serviços essenciais durante toda uma situação de emergência, limitando a mortalidade direta e evitando um aumento na mortalidade indireta. Com um número relativamente limitado de casos de COVID-19, os sistemas de saúde podem ter a capacidade de manter a prestação de serviços rotineiros, além de gerenciar os casos de COVID-19. Quando o número de casos é alto e/ou há uma redução na força de trabalho em saúde devido à infecção dos trabalhadores da saúde, é necessário promover mudanças estratégicas para garantir que com recursos cada vez mais limitados seja possível dar um máximo de benefício à população. Os países terão que tomar decisões difíceis para atingir um equilíbrio entre as demandas de resposta direta à COVID-19 e a realização de planejamento estratégico e ação coordenada para manter a prestação de serviços essenciais de saúde, reduzindo o risco de um colapso do sistema. Muitos serviços rotineiros e eletivos talvez tenham que ser adiados ou suspensos. Além disso, quando a prática rotineira se vê ameaçada por demandas concorrentes, mecanismos e protocolos de governança simplificados e direcionados para fins específicos podem reduzir o colapso total do sistema. O estabelecimento de um fluxo de pacientes eficaz (incluindo rastreamento, triagem e encaminhamento direcionado de casos de COVID-19 e outros) é essencial em todos os níveis...Item Cystic echinococcosis in South America: a call for action(2017)Cystic echinococcosis (CE) or hydatidosis, a parasitic zoonosis caused by a cestode of the family Taeniidae, species Echinococcus granulosus, is endemic in Argentina, Chile, Peru, Uruguay, and southern Brazil. This report presents CE figures for these five countries in 2009 – 2014 and proposes indicators to measure national control programs. Nearly 5 000 new CE cases were diagnosed annually in the five countries during the study period. The average case fatality rate was 2.9%, which suggests that CE led to approximately 880 deaths in these countries during the 6-year period. CE cases that required secondary or tertiary health care had average hospital stays of 10.6 days, causing a significant burden to health systems. The proportion of new cases (15%) in children less than 15 years of age suggests ongoing transmission. Despite figures showing that CE is not under control in South America, the long-standing implementation of national and local control programs in three of the five countries has achieved reductions in some of the indicators. The Regional Initiative for the Control of CE, which includes the five countries and provides a framework for networking and collaboration, must intensify its efforts.Item Cuidados de saúde comunitários, incluindo divulgação e campanhas, no contexto da pandemia da COVID-19. Orientação provisória, maio de 2020(OPAS, 2020)[Visão geral]. A pandemia da COVID-19 está desafiando os sistemas de saúde em todo o mundo. O rápido aumento da demanda por atendimento às pessoas com COVID-19 é agravado pelo medo, desinformação, restrições de circulação das pessoas e a limitação de suprimentos que prejudicam o atendimento de saúde de primeira linha, para todas as pessoas. Quando os sistemas de saúde estão sobrecarregados e as pessoas falham em acessar serviços necessários, aumenta a mortalidade direta e indireta por causas evitáveis e condições tratáveis (1-3). Os tomadores de decisão precisam fazer escolhas difíceis para garantir que a COVID-19 e outros problemas urgentes, e contínuos, de saúde pública sejam abordados, minimizando os riscos para os profissionais de saúde e comunidades. Conforme estabelecido na Conferência Mundial de Astana sobre Atenção Primária à Saúde de 2018, o nível comunitário é uma plataforma integral para a atenção primária à saúde, essencial para a prestação de serviços e funções essenciais de saúde pública e para o envolvimento e a capacitação das comunidades em relação à sua saúde. Esta plataforma comunitária, com suas capacidades distintas para prestação de serviços de saúde e engajamento social, tem um papel fundamental a desempenhar na resposta à COVID-19, sendo essencial para o atendimento das contínuas necessidades de saúde das pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Os métodos de prestação de serviços existentes precisarão ser adaptados à medida que for alterada a análise de risco-benefício de qualquer atividade no contexto de uma pandemia. Certas atividades podem ser antecipadas nas áreas onde a transmissão da COVID-19 ainda não começou, ou modificadas, nas áreas onde houver um método alternativo de prestação de serviços que seja seguro, ou temporariamente suspensas, nas áreas onde o risco de transmissão da COVID-19 for elevado. Onde apropriado, as atividades presenciais devem ser limitadas pelo uso de mecanismos alternativos de prestação de serviços, como aplicativos de telefonia móvel, telemedicina e outras plataformas digitais. As adaptações específicas dependerão do contexto, incluindo o impacto geral da doença na região, o cenário de transmissão da COVID-19 e a capacidade local de fornecer serviços com segurança e eficácia.Item Long-term respiratory outcomes after COVID-19: a Brazilian cohort study(2022)[ABSTRACT]. Objective. To investigate the prevalence and risk factors for persistent symptoms up to 12 months after hospi- tal discharge in COVID-19 survivors. Methods. This prospective cohort study included patients with COVID-19 discharged from a university hos- pital in Brazil. Follow-up was performed 2, 6, and 12 months after discharge. Lung function tests and chest computed tomography (CT) were performed 2 months after discharge and were repeated if abnormal. The primary outcomes were the symptoms present, work status, and limitations in daily activities. Results. Eighty-eight patients were included. Dyspnea (54.5%), fatigue (50.0%), myalgia, and muscle weak- ness (46.6%) were the most common symptoms, which decreased over time. Anxiety was frequent (46.6%) and remained unchanged. One year after discharge, 43.2% of the patients reported limitations in daily activ- ities, and 17.6% had not returned to work. Corticosteroid use was significantly associated with dyspnea and limitations in daily activities. Females had an increased risk of fatigue at the 12-month assessment, with mar- ginal significance after multivariable adjustment. Young age and bronchial wall thickening on admission CT were also risk factors for dyspnea at follow-up. The most common lung function abnormalities were reduced diffusion capacity and small airway disease, which partially improved over time. Conclusions. One year after hospital discharge, more than one-third of patients still had persistent COVID-19- related symptoms, remarkable dyspnea, fatigue, and limitations in daily activities, regardless of acute disease severity. Age, female sex, corticosteroid use during hospitalization, and bronchial thickening on admission CT were associated with an increased risk of sequelae.Item Documento de orientação para políticas da OMS: Testagem de COVID-19. 14 de setembro de 2022(OPAS, 2022)Ainda é fundamental que os programas nacionais continuem a oferecer testes de COVID-19 em conformidade com três objetivos principais: reduzir a morbimortalidade por meio de vincula ção a atendimento e tratamento imediatos, reduzir a transmissão subsequente e monitorar a evolução da epidemia e do vírus em si. A testagem de casos suspeitos no início do curso da doença, especialmente em pessoas com risco aumentado de internação hospitalar ou COVID-19 grave, viabiliza o acesso a cuidados de suporte e tratamentos contra a COVID-19. A OMS continua recomendando que a vigilância de COVID-19 seja mantida e reforçada, incluindo o uso de sequenciamento, para monitorar mudanças nos padrões epidemiológicos, tendências de morbimortalidade, o efeito da carga da doença sobre a capacidade de atenção à saúde (profissionais de saúde e assistência, internações hospitalares e unidades de terapia intensiva) e a evolução e circulação de variantes.
